Lobão – A Vida é Doce (1999)

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4a4e7-downloadpic3Em 1999 Lobão vinha de duas experiências em gravadoras distintas. Lançara “Nostalgia da modernidade”, pela Virgin, em 1995, e “Noite”, pela Universal, em 1998. Os dois trabalhos foram bem recebidos pela crítica, mas venderam pouco e passaram quase despercebidos pelo público. Pode-se afirmar que os dois trabalhos deram um único hit, a canção “A queda”, do disco de 1995. Para quem estava acostumado a emplacar mais de um sucesso por disco lançado, a segunda metade da década de 90 foi de vacas magras. Sem gravadora e com disposição para terminar a “trilogia do ostracismo” iniciada com o “Nostalgia da modernidade”, Lobão começou o ano de 1999 buscando alternativas para retomar as rédeas da carreira, o que envolveu muito planejamento e estudo. Havia um plano, gravar o melhor disco de sua carreira sem o aparato de uma grande gravadora. E havia uma “logística”, criar seu próprio selo, a Universo Paralelo, e comercializar os discos em bancas de jornal. As canções de “A vida é doce” foram testadas em shows acústicos e o trabalho era anunciado em qualquer oportunidade, tanto que depois do lançamento Lobão recrutou uma banda enxuta, apenas baixo e bateria, e caiu na estrada, seja para levar o novo disco para novos lugares, seja para palestrar sozinho sobre produção independente em Universidades e espaços públicos. Já havia uma expectativa sobre “A vida é doce” e poucos ousaram afirmar que o disco não merecia ser ouvido. Tratava-se do trabalho mais inovador de um músico da geração do rock brasileiro dos anos 80. Havia a presença da música eletrônica, seja nos beats de “Tão menina” ou no Trip Hop, “Universo paralelo” e “A vida é doce”, algo que também já estava presente no disco “Noite”, o mais eletrônico da discografia do Lobão. As letras carregavam uma urgência e dialogavam com temas pesados, tais como assassinato, em El desdichado II”, e desespero, em “Mais uma vez”, mas também surgiam românticas e apaixonadas, em “Vou te levar” e “Uma delicada forma de calor”, esta em dueto com Zeca Baleiro, uma das melhores do disco. Pouco depois Zeca Baleiro foi cobrado pela sua própria gravadora, a MZA de Marco Mazzola, pela participação indevida. O álbum se encerra com uma bossa nova eletrônica e sombria que atualizava o amanhecer solitário do Rio de Janeiro.

Lobão e os Ronaldos – Ronaldo Foi Pra Guerra (1984)

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4a4e7-downloadpic3Ronaldo Foi pra Guerra é um álbum da banda brasileira Lobão e os Ronaldos, lançado em julho de 1984 pela RCA Victor (atual Sony Music). Neste álbum tem a canção “Me Chama”, que se tornou uma das músicas mais famosas do Brasil, ficando na 47ª posição das maiores músicas brasileiras, segundo a Rolling Stone, sendo regravada por diversos artistas, entre eles João Gilberto, Marina Lima, Nélson Gonçalves e Biquini Cavadão. A versão deste primeiro, no entanto, foi criticada por Lobão pela supressão do verso “Nem sempre se vê mágica no absurdo”. Outras músicas de sucesso foram a canção “Corações Psicodélicos”,”Rio de Delírio” e “Os Tipos Que Eu Não Fui”. Esse é o primeiro e único álbum de estúdio que Lobão lançou com uma banda.

Lobão – Acústico MTV (2007)

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4a4e7-downloadpic3Acústico MTV é um álbum ao vivo do músico Lobão, gravado nos dias 7 e 8 de Dezembro de 2006 na MTV Brasil e lançado em maio de 2007. Álbum que foi premiado com o prêmio Grammy Latino na categoria melhor disco de rock, e como o próprio Lobão caracterizou, foi uma seleção “parcial” de sucessos do músico, contando, inclusive, com a participação especial do grupo Cachorro Grande, lançado pela Outracoisa. Neste álbum, Lobão canta sucessos como “Me Chama”, “Rádio Blá”, “El Desdichado”, “Você e a Noite Escura”, “A Vida é Doce”, entre outros.

Lobão – Cena de Cinema (1982)

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4a4e7-downloadpic3Cena de Cinema é o primeiro álbum solo do músico brasileiro Lobão, lançado em novembro de 1982. O disco só passou realmente a existir após ser executado de forma precária (era apenas uma demo tape), pela Fluminense FM. Fez tanto sucesso que logo em seguida foi comprado pela gravadora RCA Victor (hoje Sony Music), que mandou a fita direto para sua fábrica. A partir dela, foram prensados os exemplares em vinil e em K7. Ainda que a música-título e “Doce da Vida” tenham tido execução radiofônica razoável, o LP não vendeu mais do que 6 mil cópias, saindo de catálogo pouco depois de seu lançamento (não só pelo mau desempenho comercial, mas também por Lobão estar na “geladeira” da gravadora após uma discussão violenta com o presidente da companhia à época, Hélcio do Carmo). Atualmente sua edição em vinil é mais difícil de se achar do que a versão em CD, lançada em 1991 e também esgotada rapidamente depois de chegar às lojas.