Raul Seixas – Mata Virgem (1978)

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4a4e7-downloadpic3Mata Virgem é o oitavo álbum de estúdio do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, lançado em 1978. Em 1978, ano do lançamento do álbum, Raul Seixas retirou-se numa fazenda na Bahia, visando curar-se de uma pancreatite que o consumo intenso de álcool lhe causara – condição que lhe acompanharia por muitos anos e eventualmente provocaria a sua morte. Lá, conheceu sua futura companheira, Tânia Menna, com quem compôs “Mata Virgem”. Raul também retomou rapidamente a parceria com Paulo Coelho em algumas músicas como “Judas” e “As Profecias”. Ambos tinham uma relação complicada e não se davam bem, tornando-se este o último álbum em que participaram juntos. O disco foge um pouco do rock and roll característico do cantor, contando com ritmos como baião, forró e música caipira. O álbum não foi bem sucedido na época, por causa da má divulgação e a crítica também não ajudou.

Raul Seixas – Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (1973)

Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock - front

4a4e7-downloadpic3Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (também conhecido como 20 Anos de Rock ou 30 Anos de Rock) é um álbum de estúdio, inicialmente creditado a uma banda fictícia chamada Rock Generation, lançado pela gravadora Philips Records (Universal Music a partir de 1999), através do selo Polyfar, em maio de 1973. A partir do seu relançamento em 1975, o álbum passou a ser creditado ao cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, por sua participação na produção e também como cantor na maioria das faixas. Raul sustentava que o real rock ‘n’ roll tinha acabado em 1959, com a ida de Elvis Presley para o exército. Em 1973, resolveu homenagear o que julgava ser o “rock verdadeiro” e dispôs-se a regravar uma seleção de sucessos do gênero, pinçados entre clássicos americanos de Little Richard, Carl Perkins, Ronnie Self, The Platters, Neil Sedaka, e brasileiros como Eduardo Araújo, Celly Campello, Roberto e Erasmo Carlos.

Raul Seixas – Raul Rock Seixas (1977)

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4a4e7-downloadpic3Raul Rock Seixas é o sexto álbum solo do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas e último lançado pela gravadora Philips Records (atual Universal Music). Raul estava interessado em trocar de gravadora depois deste álbum para trabalhar com o seu velho produtor, Marco Mazzola, que havia produzido o Krig-ha, Bandolo!, o Gita e o Novo Aeon. Sabendo disto, Roberto Menescal, que era o dono da gravadora Phillips, resolve fazer mais um álbum de Raul, com Jay Vaquer, guitarrista e grande amigo de Raul, produzindo. Jay Vaquer realizou todo o trabalho de produção e gravação do disco, mas uma pequena turnê para tocar na Bahia, cheia de incidentes, fez com que ele não voltasse ao Rio a tempo de mixar o disco. Com isso, várias inovações técnicas que o produtor tinha planejado não puderam ser executadas, já que o responsável pela mixagem não sabia de nenhuma delas e, de certo modo, mixou o disco “no escuro”. O álbum acabou, assim, sendo lançado enquanto Raul estava viajando e sem que ele pudesse participar da mixagem final do disco. Este álbum mantém a mesma fórmula do álbum Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock, lançado quatro anos antes, contendo interpretações de grandes sucessos do rock, com músicas de Chuck Berry, Paul Anka, Gene Vincent, Elvis Presley, Eddie Cochran e Little Richard. No final do álbum Raul fez um inusitado medley de Asa Branca com Blue Moon of Kentucky.

Raul Seixas – O Dia Em que a Terra Parou (1977)

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4a4e7-downloadpic3O Dia em que a Terra Parou é o sétimo álbum de estúdio da carreira solo do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, sendo o primeiro gravado e lançado pela gravadora WEA, em 1977. Este álbum marcou a estréia de Raul Seixas em uma nova gravadora, a WEA. Traz um de seus maiores sucessos, “Maluco Beleza”, além de outros como “Sapato 36”, “No Fundo do Quintal da Escola”, “Que Luz É Essa?” (com participação de Gilberto Gil) e a canção título. Todas as músicas foram compostas por Raul Seixas e Cláudio Roberto. No disco, há duas incursões pelo funk nas faixas “De Cabeça-pra-Baixo” e “Tapanacara” (acompanhado pela Banda Black Rio), essa última, uma resposta à canção “Odara” do álbum Bicho de Caetano Veloso, lançado no mesmo ano.

Raul Seixas – Novo Aeon (1975)

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4a4e7-downloadpic3Novo Aeon é o quarto álbum de estúdio solo do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, lançado em 12 de novembro de 1975 pela gravadora Philips Records e gravado entre 1º de setembro e meados de outubro de 1975 nos Estúdios CBD, no Rio de Janeiro. Este disco representou uma mudança de postura de Raul Seixas – após os problemas que levaram ao rompimento com o seu então empresário, Guilherme Araújo – com o corte de seu cabelo, menos símbolos no material do álbum e menos misticismo nas letras, que passam a refletir mais os problemas do cotidiano. O álbum teve uma recepção fria da crítica especializada, com pouquíssimos críticos – mais próximos da estética rock – elogiando o trabalho do cantor baiano. A divulgação pela gravadora foi boa, contando com o lançamento de um compacto duplo e de dois clipes musicais no programa dominical da Rede Globo, o Fantástico. As vendagens foram frustrantes para a gravadora e para o artista, resultando em uma baixa de vendas considerável em relação ao seu último trabalho, o grande sucesso Gita. Entretanto, o disco é visto hoje como um de seus melhores trabalhos e contém alguns dos clássicos do cantor e compositor baiano, como “Tente Outra Vez” e “A Maçã”.

Raul Seixas – Há 10 Mil Anos Atrás (1976)

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4a4e7-downloadpic3Há 10 Mil Anos Atrás é o quinto álbum de estúdio solo do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, lançado em dezembro de 1976 pela gravadora Philips Records e gravado entre maio e novembro do mesmo ano nos estúdios Phonogram na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Este disco representou uma volta ao misticismo que marcou o auge de sua carreira, após a relativa baixa de vendas de Novo Aeon, no ano anterior, em que o músico tinha mudado sua postura e a temática de suas canções. O álbum teve uma recepção fria da crítica especializada, com críticos pontuais – mais próximos do cantor baiano – elogiando o trabalho. A divulgação pela gravadora foi boa, contando com clipe musical no programa dominical da Rede Globo, o Fantástico. As vendagens foram positivas, significando uma recuperação em relação ao álbum anterior, apesar do contínuo abuso do cantor de álcool e drogas, o que viria a prejudicar a sua carreira no futuro. O disco é visto hoje como um dos momentos altos da carreira do compositor baiano, trazendo dois de seus maiores sucessos: “Eu Também Vou Reclamar” e “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás”.